São Paulo não é cartão-postal. É sobre excesso. É concreto, pressa, sobreposição. É o caos que funciona — ou quase. Souvenirs, aqui, não são lembranças literais. São interpretações. Peças que absorvem a cidade sem ilustrar. Que traduzem textura, ritmo e contraste em forma, corte e caimento. Nada é óbvio. Nada é limpo demais. A coleção nasce de uma São Paulo vivida — não idealizada. Entre o brutalismo e o improviso. Entre o rigor e o colapso. Souvenir, no fim, não é o que você leva. É o que fica em você.